terça-feira, 28 de janeiro de 2020




Há pouco batia o sol na janela do quarto e levantei-me deste repouso temporário para o apreciar a tocar-me directamente no rosto. No telemóvel coloquei uma musica a fazer de banda sonora a estar oferenda divina e deixei-me embalar e balançar movida por estas duas energias, a do sol e a da musica. Ainda assim o peito respirava descompassado da serenidade que este momento reclamava. Intuitivamente iniciei um exercício de respiração apreendido noutros tempos e permaneci de olhos fechados até ao inicio da musica seguinte. Quando voltei a abrir os olhos vi bolas de sabão a voarem junto da minha janela. Vinham de onde não conseguia alcançar a sua origem e apesar da curiosidade resolvi permanecer sem saber e ficar somente a vê-las passarem ao som de mais um kirtan. Surgiam espaçadamente ao sabor do vento, refletindo brilhos do mesmo que me continuava a aquecer o rosto e alma com este enquadramento.
As bolas de sabão têm tanto de bonitas como de efêmeras, gosto tanto delas que tenho em casa um daqueles frasquinhos para as fazer sempre que me apetece, mas estas estavam a ser-me oferecidas, o que tornou a sua leveza e o seu fluir ainda mais mágicos, de uma magia semelhante a que acontece quando podemos ser transparentes e frágeis, como bolas de sabão.


terça-feira, 21 de janeiro de 2020




deste tempo
este meu lado já não é que era, e quando assim é, quero que seja melhor.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020



04-08-2019
como quem sublinha momentos que quero reiterar neste relevo


domingo, 5 de janeiro de 2020




Este é o tecto do quarto que tem o quarto que nunca tive. Hoje dormi aqui, depois de passar duas noites e dois dias  no hospital. Do braço já retirei as pulseiras que trouxe e me identificavam e enviei mensagem ao médico a agradecer o que fez por mim. O que ele começou por fazer por mim,  e entretanto a toda uma equipa que se mobilizou em torno na minha operação. Foram muitos, alguns nem os vi, outros mal me lembro, mas todos contribuíram para me salvar a vida. Quando por momentos não sinto dores nem o incómodos que por um tempo me vão acompanhar penso na brutalidade de tudo isto. Como um pessoa é resgatada pela ciência. Já temi tudo, agora vivo um momento de cada vez até à normalidade, para a qual estou a gerir energias para reconquistar.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2019



Do Verão 2019. 
Espero voltar a aquecer-me nesta pedra em 2020.


domingo, 29 de dezembro de 2019



Meanwhile... 



Dedico-me a pequenos passos ao desenho. Tentar reencontrar nele a paz e abstração de outros tempos. Um espécie de cura dos sentimentos. Num final de ano como que imune a potencialidade de mudanças porque a preocupação, a incógnita transita de um ano para o outro. Eu sempre soube que tudo podia falhar menos a saúde. Este impasse, este estado, faz-me sentir mais perdida, na soma de tudo do que se passou este ano.
Depois de pouco mais de 2 anos a viver semanalmente fora da minha casa de conforto, com o coração a enraizar no constante improviso, resultou de mim alguém que me custa a reconhecer. Os últimos 7 meses de foram de adaptação ao novo desafio profissional, de regressos sucessivos a mim. Um vai e vem a dar voltas para aquela que saiu um dia. A que saiu nunca será a que voltou. Não a posso encontrar e os últimos 15 dias somaram à busca espiritual a derradeira noção do eu físico, da matéria de que sou feita. Uma queda parece ter exteriorizado que para além da mente também o corpo se pode dividir e parte mim passou a ter uma percepção diferente do calor e frio, tornando-se menos sensível. Este foi o rastilho para me colocar neste patamar de mil e um cuidados com os meus movimentos. A desejar profundamente a rotina, mesmo que por vezes enfadonha, mas na que acreditava ser livre para... Em poucos dias olhar para os outros, mesmo sem ser olhos nos olhos e não reconhecer as pessoas na plenitude das suas vidas, como conseguem ser distantes do essencial. Como eu também consigo ser assim. Como ainda não sei ser melhor....


sexta-feira, 27 de dezembro de 2019




Sinto falta do entusiasmo com que vinha aqui partilhar algo de mim e sobretudo para mim, para memória futura. Memórias, mais ou menos explícitas, que me sabia bem gravar neste relevo. Registar que em algum momento passei, diambulei ou divaguei por ali. Dores que fazem parte do caminho ou meras trivialidades que em algum ponto me fazem sentido.

...antes tantos dias, cheios de razões para celebrar mas com uma falta de motivação que não soube ultrapassar, hoje... hoje quero redescobrir-me nesses motivos e sair desta preocupação que me está a ocupar os pensamentos. Não quero concretizar, não quero especular mas conto os dias em horas ou pedaços indefinidos entre a ocupação que me é permitida enquanto espero para renascer  desta fase e tudo voltar à maravilhosa normalidade.

No-entretanto-agradecer-a-todos-os-que-facilitam-ajudam-e-aturam-a-minha-fragilidade-camuflada-de-aparente-mau-feito, ao meu Pai, que tem de gerir as suas inseguranças e fragilidades de pai, ao Gonçalo, por fazer acontecer em jeito de just another day in the office e aos amigos e outros pelas palavras aqui é ali de reforço mas sobretudo por aparecerem. 


sábado, 2 de novembro de 2019

esta foto também sou eu, não pela mão que segura o pássaro mas nas asas que lhe vejo. podia falar do que essas asas são capazes mas ainda não cheguei a esse capitulo...




Sábado de manhã...




feriado de noite...


fui ao pão por Deus à Avó Maria :)


sexta-feira, 1 de novembro de 2019



feriado de tarde...

Quando ao autor explica o que lhe vai dentro quando lê uma das suas autoras eleitas e eu fico confusa porque às tantas  parece que ele descreve aquilo que eu própria sinto quando o leio... peças do puzzle de que sou feita.




feriado de manhã...



sábado, 26 de outubro de 2019



Sábado de manhã...



Dar à mente o que o corpo precisa, cor....
Mimos de sábado a pensar em todos os dias da semana. O foco naquele dia, o de hoje, que o amanhã nem depressa nem devagar mas com vagar. 


domingo, 20 de outubro de 2019




A tentar eternizar mais um pouco o bronze até ao próximo verão, dentro e fora. O espelho de água convidava a um mergulho desses que aprendi a desfrutar nas águas mais frias, aquele momento que à sua maneira também é capaz de despertar as células mais recônditas.




Sábado de manhã ... 




sábado, 28 de setembro de 2019



Sábado de manhã ... 


Sempre ali a oferecer conforto, mas por agora ainda me sabe bem o sol do calção e da sandália... Mas pode chover de noite...


domingo, 22 de setembro de 2019



Sábado de manhã ...
A magicar ideias.



Sábado de noite....
A concretizar ideias de farnéis para a semana.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019



Trabalhos manuais

A estrutura em ferro estava há uns anos no sótão à espera de inspiração e ela chegou numa destas tardes vagarosas de tempo (ou foi o tempo inspirado que a estendeu, mistérios da nossa percepção)
Cortei, colei, cosi...



...tantas quantas as vezes que carregamos nos interruptores são aquelas em que se faz luz e outras tantas que seguimos às escuras....


quinta-feira, 22 de agosto de 2019



De novo a ler Miguel Torga... O que este homem me deixa a sorrir com a inteligência que revela. 



domingo, 4 de agosto de 2019






deixa-te tocar pela natureza...









de visita aos espantalhos de Manhouce, com a felicidade de quem cumpre um desejo já antigo
e uma troca palavras com a D. Isabel Silvestre sem registo fotográfico.




late or light by night






domingo, 14 de julho de 2019







Dei-me conta que publiquei este texto 12 anos e 1 mês antes destes momentos voltarem a fazer parte de um tempo de lazer diário.