relevo que revelo
“(...) A Imagem só pode entrar na corrente da consciência se for ela própria síntese e não elemento. Não há, não pode haver imagens dentro da consciência. Mas a imagem é um certo tipo de consciência. A imagem é um acto e não uma coisa. A imagem é consciência de alguma coisa.” in "A Imaginação" de Jean-Paul Sartre
domingo, 27 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Não posa em vitrine, não busca medalha
Importa o gesto pequeno
A paz do retorno, o cheguei no portão
E o sorriso que abraça de tão sincero que é
Os passos dos pais, as palavras guardadas
A luz que acende no peito, um mapa de casa
E um sopro de graça na alma cansada
Que eu encontro meu norte e respiro de novo
É chama que nunca apaga
É dar mais do que receber
É repartir o que se carrega
É cuidar de quem nos entrega a vida
O que mais importa, meu irmão
É o amor que a gente semeia
No chão do coração
Ouvir o riso que costura um dia partido
Importa somar, dividir o abrigo
Seguir adiante com alguém que caminha contigo
Importa abraçar sem pressa, olhar inteiro sem fuga
Dar atenção que devolve o sentido da vida
Que eu encontro meu norte e respiro de novo
É chama que nunca apaga
É dar mais do que receber
É repartir o que se carrega
É cuidar de quem nos entrega a vida
O que mais importa, meu irmão
É o amor que a gente semeia
No chão do coração
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
segunda-feira, 29 de junho de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Ouvi há pouco uma partilha do David Fonseca, músico, sobre a avó, falou sobre uma jovialidade, de como era "uma criança presa num corpo envelhecido". Contou uma história em particular, que no momento em que contou eu até senti que a história tinha ficado aquém das minhas expectativas e esforcei-me por retirar dali a expressão que ele havia partilhado.
Minutos mais tarde fui almoçar e já quando arrumava a loiça na máquina, dei por mim a pensar na velhice e surgiu-me esta frase como se fosse uma quote escrita sobre um fundo bonito.
"é preciso ser um velho com caráter para ser sábio sem ser matreiro"
E depois deste pensamento surgiu-me a imagem da avó do David no meio das suas seis grandes malas e pensei "é isto que eu quero para mim", até me fez sentido aquele conceito de manifestar o futuro e fui por aí fora, até aquela velhinha no meio das seis malas a aguardar pelo meu neto para seguir a minha jornada.
Nunca como agora o ato de manifestar para o futuro me fez tanto sentido.








