Sábado de manhã...
“(...) A Imagem só pode entrar na corrente da consciência se for ela própria síntese e não elemento. Não há, não pode haver imagens dentro da consciência. Mas a imagem é um certo tipo de consciência. A imagem é um acto e não uma coisa. A imagem é consciência de alguma coisa.” in "A Imaginação" de Jean-Paul Sartre
domingo, 10 de novembro de 2019
sábado, 2 de novembro de 2019
esta foto também sou eu, não pela mão que segura o pássaro mas nas asas que lhe vejo. podia falar do que essas asas são capazes mas ainda não cheguei a esse capitulo...
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
feriado de tarde...
Quando ao autor explica o que lhe vai dentro quando lê uma das suas autoras eleitas e eu fico confusa porque às tantas parece que ele descreve aquilo que eu própria sinto quando o leio... peças do puzzle de que sou feita.
sábado, 26 de outubro de 2019
domingo, 20 de outubro de 2019
A tentar eternizar mais um pouco o bronze até ao próximo verão, dentro e fora. O espelho de água convidava a um mergulho desses que aprendi a desfrutar nas águas mais frias, aquele momento que à sua maneira também é capaz de despertar as células mais recônditas.
sábado, 5 de outubro de 2019
sábado, 28 de setembro de 2019
domingo, 22 de setembro de 2019
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Trabalhos manuais
Cortei, colei, cosi...
...tantas quantas as vezes que carregamos nos interruptores são aquelas em que se faz luz e outras tantas que seguimos às escuras....
domingo, 4 de agosto de 2019
domingo, 14 de julho de 2019
Dei-me conta que publiquei este texto 12 anos e 1 mês antes destes momentos voltarem a fazer parte de um tempo de lazer diário.
terça-feira, 9 de julho de 2019
"O outro partiu, e ele ficou a relembrar a doçura do conselho, a encostar todas as chagas à suavidade daquela ternura" in Novos Contos da Montanha de Miguel Torga
Depois dos Contos da Montanha, enquanto viajo de comboio nesta nova rotina. Colocar a leitura em dia com um autor que me tira dali para a rudeza das personagens em aldeias remotas, cheias da natureza que as cerca, belas e brutas, despidas perante esta que sou ávida daquelas almas em que às vezes descanso a complexidade dos meus próprios sentimentos
segunda-feira, 17 de junho de 2019
Há um ano começava assim o dia. A partir de Braga de seta amarela em seta amarela a concretizar esse desejo de me pôr a caminho. A confiança nas pernas foi atraiçoada pelas dores e bolhas nos pés. Doíam-me até a alma. Sete dias sempre em dor, tudo latejava mesmo quando parava. Os tempos de descanso não foram inspiradores dessa introspecção romanticamente, antes uma meditação focada em encontrar a posição mais confortável para recuperar para o dia seguinte. Ficar quieta a observar os outros, aprender desta observação, por partilha em alguns momentos convívio e outras partilhar com o olhar ou o sorriso o respeito pelo caminho e bolhas de cada um.
Vivo numa cidade que faz parte de um caminho e hoje, quase um mês depois de ter outra rotina pela manhã, sendo pouco mais de sete horas da manhã encontrei três peregrinos de Santiago. Deu-me aquele aperto, e com os minutos contados para apanhar o comboio desejei-lhes no silêncio das lagrimas "Bom Caminho". Com ou sem pedras, com ou sem bolhas, por etapas chegar a cada destino e conquistar no destino maior este espaço no peito que pertence a cada um e que nos conecta para sempre a todos. Revermo-nos na importância de Ser(mos).
sábado, 15 de junho de 2019
Sábado de manhã...
Neste regresso a casa a tempo inteiro, regressar a como se sabiam verdadeiramente estes momentos.
Pequeno almoço sentada na sala de estar, sem pensar que depois de amanhã já não é assim.
Em 1996 faziam bom calçado. As mal amadas all star sem cano, hoje são como o vestidinho preto.
sexta-feira, 14 de junho de 2019
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Num repente decidi sair de casa, só depois de estar pronta é
que me lembrei de ver as horas, afinal tinha acordado às 7h30 e desde então não
tinha voltado a olhar para o relógio. Suspirei de um alívio momentâneo pois
alguns dos locais onde pretendia ir já estariam abertos. O sol espreitava pelas
janelas e não coloquei em causa a roupa que escolhi para sair. Uns metros
depois, deslocando-me a pé rumo ao primeiro destino dei por mim a constatar que
se calhar tinha saído “à fresca” e no instante seguinte resolvi apreciar a
brisa que fazia rodopiar a blusa, qual Marilyn Monroe na mítica foto sobre as
grades do metro e foi neste espírito que segui pela cidade a riscar tarefas da
minha lista. Porque foi feriado em Lisboa pude passar o dia em casa a desfrutar
do movimento da minha pequena cidade. Cumprimentei conhecidos, que me acenaram
de forma energética e feliz. Entre tarefas sentei-me num café com cheiro a pão fresco
a beber um galão e a comer um bolo como se não tivesse já tomado o pequeno-almoço.
Saborear sobretudo aquele momento e reviver da vidraça o passeio onde anos a
fio passei rumando a uma escola e outra. Antes de me devolver a casa, resolvi
de senhorita entrar numa loja só para distrair a vista e eis que a funcionária
resolveu perguntar pela minha mãe. Há muito que não a via mas não se sentia à
vontade para perguntar. Não só respondi, como me expus, e nos expusemos das
experiencias equivalentes. A funcionária sabia o meu nome porque a minha mãe
dizia com frequência “tenho de trazer cá a minha Ana”. Agora sou eu que respiro
melhor neste regresso a casa, talvez por isso mesmo porque a levo sempre mais
presente na memória do quanto andávamos juntas e gostávamos de circular nesta
cidade, como a brisa leve e fresca que hoje me acompanhou.
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