sábado, 25 de abril de 2009



altos castelos de zeca afonso

Altos castelos de branco luar
Linda menina que vai casar
Torres cinzentas que dão para o vento
Dentro do meu pensamento

Eu lá na serra não sou ninguém
Se fores prà guerra eu irei também
Irei também numa barca bela
Cinta vermelha e saia amarela

Na praia nova caiu uma estrela
Moças trigueiras ide atrás dela
Rola rolinha garganta de prata
Canta-me uma serenata

Eu lá na serra não sou ninguém
Se fores prà guerra eu irei também
Irei também numa barca bela
Cinta vermelha e saia amarela

Um cavalinho de crina na ponta
Leva à garupa uma bruxa tonta
Duas meninas a viram passar
Mesmo à beirinha do mar

Eu lá na serra não sou ninguém
Se fores prà guerra eu irei também
Irei também numa barca bela
Cinta vermelha e saia amarela

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devaneio pessoal
Tenho esta data muito viva na memória das recordações que não vivi…Imagino um segredo, uma espécie de receita milenar …x quantidade de ditadura, y quantidade de censura e z quantidade de guerra colonial e outras especiarias diversas. Misturar tudo muito bem em lume brando. Começa-se por observar a formação de um desejo de mudança e quando levantar fervura junta-lhe, imediatamente, capacidade organizativa da melhor colheita, isto é, deverá ter na sua composição a mais elevada percentagem de confiança entre os homens.Felizmente, foram muitos os que se puderam “dar ao luxo” e ousaram confiar. A esses, eu chamo, O POVO.Nos grandes grupos de trabalho, há sempre aqueles que não fazem nada ou porque não querem ou porque não sabem qual o seu papel, há uns que se encostam, outros que não os deixam trabalhar… a estes eu chamo, o povo.No dia 25 de Abril, O POVO saiu à rua e o povo foi lá ter mais tarde. Acabaram por vestir todos a mesma camisola mas como um jogador de futebol, quando marca golo, despe a camisola para celebrar, também O POVO e o povo, no calor da emoção, acabaram por a despir, para festejar. E no dia seguinte cada um vestiu a camisola que lhe pareceu conveniente…Copo de água, meio cheio? Vs Copo de água, meio vazio?25 de Abril, sempre? Vs 25 de Abril, nunca mais?Mas minhas dúvidas, resumem-se às seguintes:“Onde” e “Como” beber a outra metade da água?Pois, Porquê?Re: porque somos 70% feitos de água.eQuando?Re: quando não aguentarmos mais de sede…

domingo, 19 de abril de 2009

hoje é o primeiro dia (de sergio godinho)
Fila H Lugar 10

A princípio é simples anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo e dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se e come-se se alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vem cansaços e o corpo frequeja
molha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


E enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Entretanto o tempo fez cinza da brasa
outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

quinta-feira, 16 de abril de 2009



Da Lua os claros raios rutilavam

Pelas argênteas ondas Neptuninas,

As estrelas os Céus acompanhavam,

Qual campo revestido de boninas;

Os furiosos ventos repousavam

Pelas covas escuras peregrinas;

Porém da armada a gente vigiava,

Como por longo tempo costumava.


in os lusíadas, canto I, estrofe 58


segunda-feira, 30 de março de 2009

sábado, 21 de março de 2009

sábado, 21 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

amor blue (de sueli costa)

Um gato de olhos azuis
Olhando a lua
E a lua inteira
Mirando a lagoa

Que nem nós dois
Amor Blue

Eu gosto de ver
Este brilho nos olhos de alguém
Parece uma luz
Um amor
Que nunca se apagou

Que nem nós dois
Amor Blue

terça-feira, 13 de maio de 2008



blackbird, versão de mário laginha e maria joão
poder ser escutada a aqui

Blackbird singing in the dead of night,

take these broken wings and learn to fly
All your life, you were only waiting for this moment to arise

Blackbird singing in the dead of night,

take these sunken eyes and learn to see
All your life, you were only waiting for this moment to be free

Black-bird fly
Black-bird fly, into the light of a dark black night

Black-bird fly
Black-bird fly, into the light of a dark black night

Blackbird singing in the dead of night,

take these broken wings and learn to fly
All your life, you were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Dia da Mãe - 2008 (mais vale tarde do que nunca...)







Dia do Pai - 2001


Dia do Pai - 2000


Dia do Pai - 1999


Dia do Pai - 1998


Dia do Pai - 1996


Dia do Pai - 1992


Dia do Pai - 1990


Dia do Pai - 1989


Dia do Pai - 1986


Dia do Pai - 1985 (apenas o desenho é da minha autoria)

domingo, 17 de fevereiro de 2008



Subi ao monte e virei-me de frente para ele. Abri os braços e fitei-o. Aproximou-se tímido, descobrindo-me o rosto com um toque que percorreu a linha do meu pescoço. Senti-o frio, agradavelmente frio. Não resisti a dar um passo em frente indo ao encontro da confiante energia que o tomava. Uma delicada e envolvente força, que não se inibiu de trespassar os poros da textura que me cobria. Senti-o frio, agradavelmente frio. Deixei-me embalar no seu vasto corpo que vagueava pelo meu. Permiti que me invadisse os pensamentos que levitaram à sua presença. Senti-o frio, agradavelmente frio. Apoderou-se de mim um desejo… mas sei que estava, como sempre está… de passagem, o agradável vento…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008





cantiga de amor (de rádio macau)

preferias que cantasse noutro tom
que te pintasse o mundo de outra cor
que te pusesse aos pés um mundo bom
que te jurasse amor, eterno amor

querias que roubasse ao sete estrelo
a luz que te iluminasse o olhar
embalar-te nas ondas com desvelo
levar-te até a lua pra dançar

que a lua está longe e mesmo assim
dançar podemos sempre se quiseres
ou então se preferires fica aí
que ninguém há-de saber o que disseres

talvez até pudesse dar-te mais
que tudo o que tu possas desejar
não te debruces tanto que ainda cais
não sei se me estás a acompanhar

que a lua está longe e mesmo assim
dançar podemos sempre se quiseres
ou então se preferires fica aí
que ninguém há-de saber o que disseres

podía, se quisesses, explicar-te
sem pressa, tranquila devagar
e pondo, claro está modéstia à parte
uma ou duas coisas se calhar

que a lua está longe e mesmo assim
dançar podemos sempre se quiseres
ou então se preferires fica aí
que ninguém há-de saber o que disseres

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007



de josé luís gordo por cristina branco in ulisses

"Entrego ao vento os meus ais

Onde o desejo se mata
Sete desejos carnais
Que o meu desejo desata
Meus lábios estrelas da tarde
Sete crescentes de lua
Que o desejo não me guarde
Na vontade de ser tua
Quero ser
Eu sou assim
Sete pedaços de vento
Sete vozes no jardim
No jardim que eu própria invento
Sete ares de nostalgia
Sete perfumes diversos
Nos cristais da fantasia
Amante de amores dispersos
Sete gritos por gritar
Sete silêncios viver
Sete luas por brilhar
E um céu para me acontecer
Entrego ao vento os meus ais
Onde desejo se mata
Sete desejos carnais
Que o meu desejo desata
Meus lábios estrelas da tarde
Sete crescentes de lua
Que o desejo não me guarde na vontade de ser tua
Que o desejo não me guarde na vontade de ser tua
Que o desejo não me guarde na vontade de ser tua"