segunda-feira, 9 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015



por pouco pensei que tinha aterrado na ilha do parque jurássico, quando a vi atravessar-se duas vezes à minha frente num único voo rasante. que lindo exemplar e que momento único... de simbolismos vários retenho o de bom presságio.


sábado, 7 de março de 2015



sábado de manhã...
sumo de laranja e gengibre para despertar... um pouco mais tarde.


quinta-feira, 5 de março de 2015




das coisas que me passam ao lado, até ao dia em que virei a cabeça, fiz pisca, marcha-atrás, virei e parei. ainda antes de voltar a dar à chave na ignição respondi ao dia: "Bom final de tarde para ti também..." e regressei a casa.


terça-feira, 3 de março de 2015




Na conquista de determinados sonhos por vezes pesa mais a ausência daqueles a quem mais brilharia o olhar, ofuscando assim o nosso presente contentamento. se hoje uma porta da nossa história que se começa a fechar, as portas da alma, essas, são um pouco mais complexas de tão simples, sem trincos nem chaves, têm um tempo próprio para se encostarem e assim permanecerem ou não. constatações simples de meandros tão complexos quanto nós. da serenidade, também ela conquistada à custa da convivência com a agitação, retiro a paz e sabedoria que me permitirá viver estes tempos relativizando a magoa de não estares a viver este momento, digo eu, que às vezes não percebo nada disto e me atrapalho nas emoções! talvez ainda me falhe a serenidade e falte a força nos braços e nas pernas ao carregar o nosso passado.
Para lá das contradições, hoje o abraço que dei no pai foi de felicidade por ele, por vê-lo concretizar este objectivo. 
Ele merece esta tranquilidade... 


segunda-feira, 2 de março de 2015



"A educação é a forma mais antiga de mexer o cérebro..."
... dou-me conta disto constantemente na relação com os outros.
e quanto ao Professor Alexandre Quintanilha é sempre um prazer escutá-lo no seu discursar frontal e apaixonado pelo conhecimento.


domingo, 1 de março de 2015




Depois do despertador não me ter acordado a horas e de me ter trocado as voltas, fiz-me à estrada pelos pedais. Quase no fim da volta, sem esperar, encontrei… uns… e outros … que correram. Cumprimentar e rir com todos, … uns… e outros… e seguir na minha volta trocada, ou não... grata pela consistência de espírito que me permite permanecer livre e pelo meu relógio que me colocou hoje neste lugar!  ... as simple as this...


... mesmo nos dias em que não é fácil reconhecer a gratidão com os desígnios que a vida leva...


sábado, 28 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015



entre uma coisa e outra, parei com o tempo. paramos, o instante de atravessar o manto de folhas e levar o sol comigo...


sábado, 21 de fevereiro de 2015


sábado de manhã...
não será uma cerimonia do chá, mas às vezes sabe bem trocar a caneca de dose industrial por uma simples chávena e saborear em jeito de ritual...



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015



já fui "uma pessoa grande... e esquisita" de um planeta pequeno onde me visitou o principezinho. tive pena que ele não tenha ficado por lá para me admirar... 
...eu, a mulher mais bela, mais rica, mais inteligente e mais bem vestida de todo o planeta... 
vivi lá muitas vezes, por uns 5 minutos que me pareciam uma eternidade, na mais bela peça de teatro que alguma vez participei e vi... foi um tempo mágico que ainda vive dentro de mim, lá onde o essencial é invisível aos olhos...


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015



provei e gostei...


e vou repetir estes "hambúrgueres" de lentilhas e cenoura
(ingredientes: lentilhas e cenoura (cozidas e esmagadas), coentros e hortelã (picada), cebola (ligeiramente refogada com alho) e para a crosta: farinha de milho e sementes de sésamo)



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015



voltar a olhar pelo varintal...




coentros, rúcula, cenouras, espinafres e esperar


domingo, 15 de fevereiro de 2015



"a ver se me safo da cara-de-chuva do tempo" foi o que pensei ontem quando decidi ir correr. a volta já estava pensada. a cara do tempo contrastou com a temperatura amena e a brisa levemente tépida que fui atravessando. no inicio há sempre ali aquele momento "porque-é-que-eu-me-meto-nisto, agora-fica-mal-virar-para-trás-e-ir-mas-é-sentar-me-no-sofá". ultrapassados estes pensamentos, comecei desfrutar do sossego e a descer da cidade para depois fazer a subida que permanece cortada ao transito. menos poluída e de densa vegetação circundante permite que num ritmo confortável perca a noção do tempo e do espaço e me encontre ali com pensamentos dispersos ou nenhuns. não deixa de ser uma subida e a componente de esforço talvez seja a responsável por esvaziar do supérfluo e não aprofundar questões que façam perder energia adicional. concentrar-me na respiração, manter o ritmo cardíaco controlado e assoar-me à camisola porque me esqueci de levar lenço e seguir a fungar não estava nos planos. chegar à porta de casa e pensar "oh já acabou". ao corpo sabe-lhe bem parar mas a cabeça estava naqueles dias que seguia por ali fora. depois da maratona e do abrandamento forçado e justificado por uns pés que estavam a queixar-se de overuse, reencontrei novamente o ponto de equilíbrio que me permite perspectivar prosperidade para esta minha terapia. sem exageros, a respeitar o corpo, para que o bem que faz à mente não falhe.


sábado, 14 de fevereiro de 2015



sábado de manhã...
antes de ir correr, inspirada nas receitas e sobretudo nas imagens que proliferam na blogosfera. os ingredientes a olho, como é meu apanágio e deixar a imaginação fluir em volta de uma chávena de grão-de-bico que queria aproveitar.

que hoje, assim como ontem ou amanhã, não falte o "e"...
o "e" ao enamoramento, porque namorados podem ser como os chapéus do pátio das cantigas... há muitos... enamorados é que nem tanto, tem dias! e o enamoramento pelas pessoas e pela vida é o que trás um pouco mais de sentido aos nossos dias...



Passou por mim e sorriu de Deolinda
este texto e este


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015



vi este video vezes sem conta. cheguei a passá-lo para o computador e escutá-lo de forma incansável... adoro ver e ouvir estes dois velhotes, assim como a sonoridade da viola campaniça que desconhecia.
não consegui suster as lágrimas quando li que o Senhor Manuel Bento faleceu em Janeiro...

deixo abaixo o link do programa do projecto da MPAGDP dedicado à viola campaniça que era afinal aquele que eu mais aguardava para a escutar e para rever o senhor Joaquim Sousa e o Ti Manuel Bento...





um graffiti à sexta
esta parede cor-de-rosa andava a pedir...


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015


de cá para lá, a correr para tomar o pequeno almoço no sitio do costume
de lá para cá à boleia, mais dois padrões do fundo do baú para me aquecer nestes dias frios...


sábado, 7 de fevereiro de 2015

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015





as datas sucedem-se, nesse compasso certinho, tantas vezes desvirtuado pelos acontecimentos da vida. às vezes o tempo passa depressa, às vezes passa devagar. mas as datas lá chegam sempre para recordar que passou mais um ano sobre qualquer coisa. hoje seriam os teus 62 anos, assinalados agora somente pela incansável saudade que vai do estado sereno ao brutal... também conforme os acontecimentos da vida...


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015



um almoço fora, a duas, e com sobremesas partilhadas. depois aproveitar para passar no supermercado e comprar o "avio" em falta. um bolo, um chá e uns parabéns cantados a mais vozes. as velas dos 83 anos e o foguete foram a surpresa com que já não contava mas lá no fundo ainda desejava. à noite quando o irmão que mora em Lisboa (e que fez 81 anos no dia 30/01) lhe ligou a dar os parabéns disse: "(...) vamos pedir um ano de cada vez e que para o ano falemos de novo, mesmo que um pouco mais gagos" e riu-se...


eu quero que sim...


domingo, 1 de fevereiro de 2015



daquelas coisas que dizemos inesperadamente aos outros e reavivamos para nós:
"acredita com ingenuidade, como se fosses uma palerma feliz... deixa-te ser genuinamente ingenua na forma como observas a vida..."


sábado, 31 de janeiro de 2015


sábado de manhã...
andasse eu na rua e o meu cabelo estava tão revolto quanto aquilo que está agora, só que mais poético, naquele perpétuo movimento... assim fico antes a apreciar o chá de cidreira e limão e de sentinela à roupa estendida no arame.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015



brincar às fotografias e às transparências...


mas não sobre o-ser-transparente, porque é nesse caminho que, ao que tudo indica, somos mais felizes. entre o transparente que nos deixa mais invisíveis (e às vezes sabe tão bem) e o transparente com que nos expomos evidenciando o mais resguardado em nós, há um risco que se esbate à medida que nos clarificamos...



sábado, 24 de janeiro de 2015


sábado de manhã...
camomila, conhecida pelas suas propriedades calmantes, desconhece a tranquilidade do meu acordar. no entanto sabe-me bem esta infusão a qualquer hora do dia, sobretudo pela forma como é preparada, genuinamente, a partir da própria flor, potenciando o seu efeito, pelo aroma que deixa no meu estado de espírito...


sábado, 17 de janeiro de 2015


foto verão 2010
voltei a abraçar-te num sonho, a sentir-te tal e qual como eras. encontramo-nos numa escadaria e eu ainda te disse  "... afinal estás viva, eu sabia..."...
1ª vez foi a 11/02/2012
2ª vez a 17/01/2015

terça-feira, 6 de janeiro de 2015



há almoço para mim?... e fora que está muito frio dentro de casa...




sábado, 3 de janeiro de 2015



sábado de manhã...
um clássico... leite com chocolate e torrada.


Olof Arnalds - Close My Eyes

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015




Bom Ano Novo, este e os outros que se seguem, 
que sejam feitos de sonhos concretizados, 
pequenas ou grandes resoluções que vos permitam ser felizes,
instantes, momentos, fases que vos façam sorrir e reconhecer a magia da vida
 e sempre... muita saúde... Bj*


domingo, 28 de dezembro de 2014


uma recta é compreendida por um conjunto infinito de pontos... 
Havia um ponto de partida e um ponto de chegada e cada metro que avançamos era para mim um destino. Claro que isto à velocidade a que pode andar um carro acontece de forma muito rápida, mas a infinita capacidade de adaptação dos sentidos apura-se e tudo acaba por acontecer de forma tão lenta e prazerosa que perdemos completamente a noção do tempo. Houve pontos intermédios feitos daquele sol de inverno que nos trespassa as sucessivas camadas de roupa para aquecer a superfície da pele, pontos de uma paisagem adocicada por essa cor de mel que contemplamos de olhos semicerrados.
Ao miradouro sobre as Portas de Rodão chegamos pouco antes do pôr-do-sol e começamos logo ali a contemplar e registar na mira da objectiva estas primeiras escarpas escavadas pela passagem do Tejo. Palavras como imensidão e grandiosidade passariam a integrar o nosso imaginário de forma mais realista. No centro da ponte o vento frio denunciava o inverno mas não intimidou quem como nós quer ver mais um pouco de outra perspectiva.
A noite chegou e com ela o segundo destino, Idanha-a-Nova que viria a ser o ponto central desta trajetória, aquele a que sempre regressamos para descansar e preparar o dia seguinte. Libertar mais um pouco para o universo as incertezas e receber a tranquilidade que daí advém. O jantar num cantinho intimista e simpático com a simpatia acrescida de quem nos acompanha é uma espécie de culminar cinematográfico, que se repetiria em muitas passagens deste fim-de-semana realizado por instinto.
Começar o dia seguinte acima de uma nuvem cerrada de nevoeiro que nos envolve nesse efeito de algodão, que bem podia ser doce, pela forma que nos mima os sentidos.
A aproximação a Monsanto é de uma ingenuidade tão grande como o arrebatamento que sentimos quando finalmente chegamos pelo próprio pé ao castelo. Foi entre descobertas várias que subimos devagarinho pelas ruas estreitas, encantando-nos com os pormenores desordenados de uma aldeia que cresceu por entre os afloramentos graníticos. Soa-me bem chama-los de afloramentos ao invés de rochas retirando-lhe a dureza, rudeza e o peso que não têm na paisagem. É mais um percurso para fazer sem pressas para apreciar isso mesmo, a manifestação geológica da natureza perante a civilização. À medida que vamos descobrindo o topo do castelo também nós crescemos com a envolvente paisagística que sendo imensa se redime a estes gigantes de natureza mineral. Contemplar é a palavra que nos faz sonhar a ficar ali para sempre, e é certo que para sempre deixei lá a pairar um pouco da felicidade que experimentei. Como em tantas outras ocasiões a hora de virar as costas não é fácil mas fingimos que somos anjos e portanto, não temos costas e seguimos disfarçadamente a descobrir outros pormenores que nos vão fazendo seguir o nosso caminho por entre o inevitável. Parar para almoçar com vista para a imensidão preenche-nos de uma maneira geral, ainda adocicada de um licor de mirtilo e outro de tangerina e mel.
Saí de Monsanto com uma Marafona na mão e a alma encantada por esta aldeia que há muito sonhava visitar sem ter a mínima noção da grandiosidade que me esperava. Esta foi a boneca que pedi ao pai natal e parece que me portei muito bem este ano, muito bem mesmo.
Deslizamos mais um pouco na planície até Penha Garcia e depois de Monsanto desconfia-se que nada mais nos poderá surpreender tanto e como quem não quer a coisa, espreitamos para lá do muro de trás da igreja e voltamos a ser surpreendidos. Mais escarpas que se escondem por detrás da barragem. Agora tudo o que temos de fazer é olhar para baixo e descer. Nestes dias curtos fizemo-lo um pouco mais depressa do que desejaríamos pois aquele vale fugia da incidência do sol a cada minuto. Entre fósseis e tentativas de fixar na memória aquilo que uma máquina já não tinha capacidade de fazer, chegámos aos moinhos e a gentileza do Sr. Domingos ainda nos abriu a porta do moinho para ver a mó a rodar e levou-nos até à casa dos fosseis que os flashes iluminaram. Restámos nós e o anoitecer e saímos dali a passo rápido com a pouca luminosidade que restava no céu. Regressar a lamentar o pouco tempo que tivemos para apreciar aquele vale encantado e passar novamente ao lado de Monsanto para essa visão mítica da aldeia iluminada lá no alto.
Na casa improvisada, improvisar o jantar enquanto se acerta as voltas do dia seguinte.
Acordar lentamente para a Falha de Ponsul, em mais uma escadaria que esconde uma paisagem de contrastes hipnotizantes na manhã do dia que não queremos que acabe. Desviar para a Barragem Carmona para admirar esse espelho de água onde o céu se estende e nos deixarmos levar nessa troca de lugares na dança da brisa suave que ali passa. Seguimos para Idanha-a-Velha, a qual é demasiado pequena para nos perdermos mas com pormenores vários para retermos a atenção. Senti em qualquer das aldeias falta das gentes que as povoam, os portais sem as velhinhas a apanhar sol ou a costurar mais marafonas ou os velhotes a conduzirem as cabras e as ovelhas aos currais comunitários. As molas coloridas nos estendais contrastam com a desertificação e silêncio das ruas. Paramos mais tempo junto de um ribeiro que passa ao lado da muralha. O som da água a cair em cascata por entre as pedras acalma-me e aviva a paisagem de um movimento gravítico que nos leva com a corrente para outro lugar mais adiante.
Ao homem do Gps agradecemos o caminho que nos indicou para voltar a Monsanto. Regressar por uma estrada deserta com o monte de frente para nós pelo lado descivilizado. Parar e contemplar tanto quanto possível pois havia que continuar e às tantas a fome já não se compadece com a paisagem. Brindar a nós pela sorte que temos de estar ali e então subir mais um pouco a pé por entre os penedos gigantes dos quais já sentia saudade. Tirar mais umas fotos para reter a felicidade que por lá transformei em energia para os dias que vêm.
Na recta final, de mais pontos, em muito semelhantes aos que ali nos conduziram, menos expectantes das incertezas, mais seguros sobre as horas bem passadas por entre paisagens deslumbrantes no nosso território, cheguei novamente de mãos dadas com a vida que continuo a querer descobrir…


sábado, 27 de dezembro de 2014

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014



é um post sobre percorrer caminhos novos...

o tempo parou na hora exacta em que coloquei a bagagem na mala do carro. o final do ano acelera o coração entre a ânsia do que ainda vamos a tempo de fazer e a expectativa do que projectamos deixar para "um depois". nesse tempo de ficar ali entre uma coisa e outra, fui concretizar o desejo de não protelar mais o mesmo, que parece ter sido sido surrado a um ouvido que na incerteza, quer o mesmo que eu, ser feliz... e fomos...



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014




Enquanto me equipava fazia uma autoanalise para tentar traçar o perfil desta "eu" que se vestia em frente ao aquecimento para depois sair pela noite fria para um assalto às encostas de Santarém. Três camisolas...check, as calças reforçadas... check, um par de luvas... check, buff...check e the last but not least o frontal/lanterna...check. Depois dos cumprimentos da praxe, do aquecimento e de indicações gerais foi dada a partida e começamos logo ali a descer a primeira encosta e a dispersar do colectivo que abraçara a mesma aventura. Segui na companhia de 6 amigos com quem contava atravessar a meta (SV LC SA SF e LF). Confesso que trail nocturno não é coisa que me atraía, pois se o que eu gosto é mesmo de apreciar a paisagem o escuro da noite atrapalha um tudo-nada. Não deixando de ver a beleza quando vislumbrei no horizonte a iluminação ponteada das localidades circundantes, bem como as muralhas da nossa própria cidade e a ponte sobre o Tejo, vista de uma perspectiva de um conjunto de emoções que nos atravessam enquanto corremos um dos socalcos de cimento da colina que nos levaria a uma escada de ferro embutida na parede. Arriscamos subir por essa escada em deterioramento de uns metros de trilho alternativo que pouca emoção nos imprimiriam no estado de alma. Ainda não refeitas as pernas tremulas das escadas e já uma corda nos esperava para treparmos por ali acima. Num exercício de coordenação e força de braços e pernas e vários ai-jesus-se-isto-se-parte lá fomos sorrindo nervosamente até continuarmos sem mais ajudas, apenas com a força de vontade que nos leva a divertir com estas situações. Entre conversas várias, risos e certificarmo-nos que não estava a ficar ninguém para trás conquistamos a cidade entrando pelas portas principais, as Portas de Sol, que estavam abertas em forma de boas vindas a todos os que vieram por bem. Muralhas circunscritas sob as ordens de uns soldados dos tempos modernos que nos escoltaram boa parte do restante caminho (F, AC, MS). Descer novamente pelo caminho de Santiago, enquanto combinávamos um dias destes nos fazermos à estrada até à Galiza e quem sabe mesmo a partir dali. A LC, não foi de modas e para evitar as escorregadelas foi saltitando descalça por entre as pedras húmidas. Cada um com a sua técnica. Seguiu-se uma subida por caminhos pavimentados, alguns dos quais nunca tinha feito a pé e já novamente em alta para o topo foi só galgar mais de 100 degraus. Dali fomos para a Escola Prática de Cavalaria atravessando para lá de tudo o que nos era já conhecido, entramos pela mata do campo de treinos há muito desactivada, transportando-nos numa nostalgia para memórias que não temos mas que ainda transpiram por ali. Voltamos a descer para mais adiante recomeçarmos novamente num sobe e desce e sobe e desce que nos levaria ao local de partida. Entretanto dos 6 iniciais chegamos 3. As baixas foram por dores, mal-estar e companheirismo mas no final para o convivio lá nos reencontramos todos/as com os demais amigos. Deste assalto resultou um valente roubo de 2h30 à minha vida em riso e boa disposição, pelos trilhos das encostas de Santarém, que não tem preço!!


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014



este é um post sobre generosidade, dessa que se entranha no tempo, que se vícia a arremessar à adversidade, que por iniciativa própria ou de ricochete nos atinge... e nos faz acreditar que não vale a pena outra forma de ser ... 

casca de noz em infusão... e a ensinar sobre o esperar...


terça-feira, 16 de dezembro de 2014



e quando "do nada" recebemos um mail a perguntar se queremos falar um pouco sobre a corrida e o resultado final é o privilégio de ter uma recordação para a vida, isso é fruto do trabalho de uma equipa de profissionais (Olho Azul). Obrigada!!

ver o meu episódio do RTP Running aqui 
:)


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014




real 
(latim medieval realis-ede resreicoisa)

adjetivo de dois gêneros
1. Que existe de fato = .EFETIVOVERDADEIRO
2. Que tem existência físicapalpável = CONCRETO
3. Que é relativo a fatos ou acontecimentos = FACTUAL
4. Que contém a verdade = GENUÍNOVERDADEIRO
...

"real", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa



sábado, 13 de dezembro de 2014



1. Chá de camomila


"Com este espirito e apenas com o peso de uma mochila às costas e um saco na mão, saí de Turtle House uma manhã e parti para uma longa viagem, uma das mais longas e mais lentas da minha vida, aquela que eu queria que me desse maior lazer: Banguecoque-Florença. O meu destino era o Ocidente, mas tive de começar por me dirigir para oriente. Uma vez que era impossível atravessar a Birmânia na direcção da Índia, o modo mais seguro de sair da Tailândia era entrar no Camboja, prosseguir para o Vietname, depois China, Mongólia, Sibéria e sempre por aí a fora até casa. «Até mesmo uma viagem de dez mil léguas começa por um pequeno passo», dizem os chineses, que para cada situação têm sempre um proverbio pronto para explicar tudo."

in "Disse-me um adivinho" de Tiziano Terzani


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014




e quando da escassez passamos para a abundância corremos o risco de querer guardar tudo para depois... 
havendo qualquer coisa que me inquieta nisto reformulo para: e quando da escassez passamos para a abundância corremos o risco de querer guardar tudo... e a inquietação permanece e tento: e quando da escassez passamos para a abundância assumo o risco de não guardar nada mas ver e agradecer tudo o que passa, mesmo que me escape entre os dedos 

... e não nos sabe tão bem mergulhar a mão na margem de uma corrente de água e ficar ali somente a senti-la passar?!...