sexta-feira, 9 de maio de 2014




a colorir a sala e a dar vontade de ficar só ali sentada a olhar...
e fico mas não tanto tempo... o suficiente para ficar com muita vontade de regressar...


terça-feira, 6 de maio de 2014



A serenidade tem sido sempre um sentimento que me acompanha na aceitação diária que não posso contar com aquelas antigas rotinas. Há momentos em que as defesas estão em baixo  e deixo-me descer um pouco. Mais vale ir e regressar lentamente pelo próprio pé, do que fazer um grande esforço para ser racional e resistir àquilo que é natural. Também aqui se geram outras rotinas... Felizmente o meu entendimento sobre a vida cooperou e coopera todos os dias para conviver (a maior parte do tempo) tranquila com esta realidade, tirando desta experiencia motivação e ensinamentos que me permitam continuar a encontrar todos os dias um ou mais motivos para sorrir e procurar ser feliz.


sábado, 3 de maio de 2014



sábado de manhã...
e das memórias que ir apanhar nêsperas me trás. Faz amanhã 6 anos que rimos muito, abraçamos muito e comemos nêsperas da prima Olímpia. A minha mãe gostava muito de nêsperas e eu nem tanto. Hoje em dia sabem-me melhor talvez pela nostalgia. Por outro lado "doem-me" mais, porque amanhã também faz 3 anos que não abracei mais e chorei muito. 


quinta-feira, 1 de maio de 2014



porque o dia 1 de Maio passou a lembra-me sempre o dia da mãe,  



(desesperante) ultimo


sábado, 26 de abril de 2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014



"Duro vai ficando o coração de quem não quis dar-se à dor de ser feliz" de Miguel Araujo em a Valsa Redonda

não é uma frase fácil, mas hoje sorrio ao lê-la e é bom que sempre assim seja.





"tragam frontais ou lanternas..." pediam eles. Hoje, podia e queria mas a disposição não era a melhor... e ainda bem que contrariei o corpo, renovei-me do dia enfadonho numa hora. Com as lanternas acessas a surpresa era uma volta nova, com trail nalguns pontos do percurso. soube-me mesmo bem, o vento fresco nos braços, os trilhos, o escuro sem medo, a novidade e sobretudo... e apesar de TUDO... a tranquilidade com que regressei a casa.


quarta-feira, 23 de abril de 2014




dia mundial do livro
da mesma maneira que tenho crescido com eles para outras realidades, também eles crescem para além da realidade (ordenada) que lhes está(va) destinada...


segunda-feira, 21 de abril de 2014




um mantra na minha vontade de destralhar... repeat after me...


sábado, 19 de abril de 2014



sábado de manhã...

prepara-se para ser...

rescaldo da corrida mais ribatejana do mundo...

Desta vez não acordei nervosa para preparar o equipamento e senti falta deste ritual. É que desta vez estava convocada para fazer voluntariado na organização. 
Como quem não quer a coisa já passou um ano da minha primeira prova (SNR2013)... e de lá para cá esta crew conduziu a alterações favoráveis na minha vida... A rotina das corridas incentiva a mais treino, que por sua vez se reflete em melhor disposição e depois me faz cometer loucuras com a inscrição em determinadas provas, que depois de superadas fazem com que não queira quebrar o ritmo (mesmo que seja lento...) e isso só se consegue com disciplina na rotina (...e séries, e rampas para os momentos de maior devaneio). É uma espiral sem-fim, se não houver nada de maior que nos impeça. Tudo complementado de convívio é o que tem feito das corridas uma festa. 
Esta foi organizada por nós e para 2500 atletas e mais quem se quis juntar. Para tal, o núcleo duro movimentou-se como um polvo em várias frentes, para que num dia, e principalmente, durante umas horas nada falhasse. Acrescendo-se ainda dos voluntários promovidos a "staff" consolidou a estrutura. Há muita vontade de estar no centro nefrálgico de todos os acontecimentos (Jardim da Liberdade) mas vestir o papel de "staff " passou por mentalizar-me que para além de não realizar o percurso e não desfrutar de todas as surpresas que ele guarda ainda podia ficar longe da festa um bom par de horas. Muitos na organização sabem o que é fazer a Scalabis Night Race mas não sabem o que é correr a Scalabis Night Race... imaginam... eu que sei, digo que não é fácil a troca, foi com esse conhecimento de causa que segui num misto de pena e responsabilidade para o "posto de serviço". Antes de me fixar definitivamente ainda corri, de um lado para o outro com os stresses de ultima hora, mas não é a mesma coisa...  tum tum, tum tum no coração, ai que estou aflitinha... tic tac, tic tac, 21h no relógio, esquece lá isso... 14 minutos depois passa por mim o primeiro atleta e agora o que é que eu faço com o tsunami amarelo que o segue?! Bato palmas e apregôo incentivos tudo ao mesmo tempo... "FORÇA"... (palmas)... "TÊM ÁGUA NAS PORTAS DO SOL" (para aqueles com ar mais desesperado e para o caso de terem rejeitado o vinho à porta do Quizena)... (palmas)... "BORA LÁ ATÉ À LUA CHEIA"...(e palmas)... entre outras preciosidades de fazer inveja a muita varina de Lisboa, mas não pude colocar as mãos na cintura porque estava a bater palmas! Não sei se já disse que bati palmas?! É uma sorte que o frio está quase a passar pois para a próxima que eu me queixar das minhas mãos geladas e me vierem com a história de bater palmas para aquecer, o máximo que se podem habilitar, é a ficar com uma face quente pois isso é treta, que eu bati palmas de forma audível durante hora e meia e no fim tinha as mãos dormentes e geladas. Mas não se veja nisto uma reclamação pois tudo me saiu do coração :) embora tivesse ali um momento ou outro em que senti que parecia uma cassete em modo repeat, isso foi quebrado com o sorriso, com o aceno, com o agradecimento ou até de palmas para mim de alguns atletas!! Houve até quem me chamasse para a corrida e eu hesitei!! Como isso podia deixar o meu chefe com mais cabelos brancos (Dinis), fiquei quieta. Depois dos últimos atletas, fiquei com aquela sensação do tipo "mas foi só isto?!", "não há mais?!" "mas este pessoal não sabe correr mais devagar?!". Olhei para um lado e outro e nada… cabisbaixa por um lado, radiante por outro, pois não tardava a estar novamente no meio da festa. Antes havia que ajudar a restante equipa a colocar o local com ar de que não se tinha passado nada ali e ao mesmo tempo que seguia fui apagando os vestígios da passagem de corredores sedentos de água mas não de garrafas, como é natural! Chegando à minha meta tive tempo para comer o meu pampilho, ver que estava tudo muito bonito e animado e já o chefe ligava a pedir reforços para recolher grades de ferro... queria homens... é nestas alturas que a desigualdade de gêneros nos convém e depois de lá conseguir uns corajosos voluntários (em sair dali) acabei por seguir com eles e ajudei como pude. Desmobilizei e eles ainda seguiram para mais uma volta e eu fui mais bocadinho à festa. Levantei a minha bifana e a respectiva imperial e degustei o meu momento. Entretanto já só havia pessoas da organização... uns com ar mais acabado do que outros. Mas este pessoal está sempre pronto para mais festa e faltava a do "staff" (que bem merecia!!)...




a crítica é favorável e parece que para o ano querem mais... CARREGA SNR!!


quarta-feira, 16 de abril de 2014





há refeições, que não sendo abundantes nos deixam saciados de corpo e alma...
enquanto saboreava o manjar-dos-deuses o melhor momento viria a ser aquele em que tive de interromper...


domingo, 13 de abril de 2014



o meu domingo de manhã...

e o meu momento "verão azul" :)

avó - vi aquela noticia do homem que inventou a zumba e já fez fortuna com aquilo...
eu - olha eu já experimentei e não gostei, dá-me dor de cabeça pois estou sempre com as voltas trocadas...
avó - ai as pessoas desengonçam-se todas... (enquanto rodava a anca e mexia os braços de forma desconcertada)
eu - pois também não tenho muito jeito para essa parte... tu é que devias ir para a zumba para treinar
avó - (a rir-se)... uma zumba apanhei eu ontem ali a acartar uma lenha que o teu tio se lembrou de partir miudinha...!!

(vi agora um vídeo de um evento de zumba ontem no parque das nações e continuo a preferir a tenda afro do Andanças com o "Petchu" a comandar as tropas)



sábado, 12 de abril de 2014



sábado de manhã...




1. chá de alecrim
2. às 23h de sexta-feira já estava deitada vencida pelo cansaço, contudo fiquei por ali entretida com a leitura... e eis que começo a ouvir cantar, uma musica bonita e bem afinada, calculei que viria de algum apartamento vizinho pois escutava-se muito bem... ainda demorei um minuto a levantar-me com a curiosidade de ir espreitar à janela. o cenário era este, quatro jovens a fazer uma serenata a uma senhora no prédio vizinho... ainda consegui gravar um pouco da segunda musica e não faz justiça ao lindo que foi... no final das palmas fui eu que fiquei com saudade e a cantarolar uma ou outra canção da minha tuna favorita... e para a TAUE não vai nada nada nada?!... TUDO!!



sexta-feira, 11 de abril de 2014




vai uma pessoa ajeitar o vaso, no decorrer de uma arrumação que se quer eficiente e rápida e depara-se com isto...


quinta-feira, 10 de abril de 2014




há uns dias para cá, pelos caminhos que faço todos os dias, há um momento em que sinto que o dia passa por mim, abraça-me e segue...


quarta-feira, 9 de abril de 2014


da corrida de hoje à noite, para além da manga curta, tive o cheiro a rosas que vinha da "mata da câmara" cada uma das cinco vezes que passei junto ao muro a dar-me animo para mais uma rampa... 




terça-feira, 8 de abril de 2014




e em maré de "prémios", há dias ganhei o livro da Catarina Beato num passatempo, onde partilhei a historia desta (eu!) "princesa" que corre... fiquei muito contente, primeiro porque é um livro e depois porque é de alguém que gosto de acompanhar há muito na blogosfera e à semelhança de tantas outras pessoas identifico-me com os pensamentos e a forma com vê a vida... que tantas vezes me levam a repensar a minha própria bolha e a torná-la mais transparente e (vi)ver melhor toda a envolvente... :)
não será um livro de dietas, nem terá a receita para a felicidade, mas conto encontrar "ingredientes e condimentos" para apaladar a vida!

e já que falei de transparência e de repensar... fica um link para uma e um link para outra


domingo, 6 de abril de 2014




só para começo de aventura... eu não caí :) temi mas a coisa não se deu :)
Saí de casa atrasada e fiz-me à estrada, esperando que não chovesse pois tinha-me esquecido do impermeável com as pressas. Cheguei com tempo para pensar na vida enquanto colocava o dorsal e esperava pelos restantes ... e fomos muitos. No largo do coreto ainda nos detivemos numa pastelaria onde, só à vista, seria um prazer regressar para repor calorias. Depois da partida, escusado será dizer que pensei "para que é que eu me meto nisto" mas a intensidade deste pensamento viria a ser bem mais forte no momento em que tive de dizer, às duas moças que acompanhava, que tinha de parar, pois não estava aguentar com aquelas dores (familiares) que, de vez em quando, me assaltam e esta semana foram todas as vezes que me prepus a correr. Parei e acabei por ficar literalmente em ultimo, o que até nem foi mau pois fiquei na companhia da "bicicleta-vassoura". Tive de caminhar bem mais tempo que o costume pois as dores estavam a custar a passar, houve mesmo aquele momento em que ponderei desistir incrédula com sua intensidade... mas gradualmente foram aliviando e arrisquei recomeçar. Depois foi dar o meu melhor por aí a fora... com calma que ainda faltavam muitos quilómetros e recuperei lugares até à posição em que tinha desistido. Entretanto já se tinha dissipado o medo da chuva e o tempo estava de uma frescura agradável, com um vento daqueles de arejar as ideias e a alma. A mim apeteceu-me prosseguir à velocidade que as pernas me estavam a permitir, fosse mais depressa ou mais devagar, aproveitar que não havia nada de muito técnico e ver como aguentava uma geografia onde era possível ir sempre a correr (para quem consiga, claro! eu tive que caminhar algumas vezes). Ainda houve patinagem em piso enlameado mas nada de traumatizante, apesar das sapatilhas terem ficado novamente numa lastima, elas que estavam tão bonitas de manhã... (cuba com elas!). Reentrei novamente na praça do coreto e atravessei a meta. Disseram-me que estava com um ar muito ligeiro, de quem foi só ali e já veio, mas a verdade é que eu vou num limite que penso ser razoável para me sentir bem e qualquer coisa mais do que aquilo, esqueçam, é tratar mal o que quero preservar, o meu corpo para continuar a embarcar nestas aventuras.
Depois do merecido "banhinho" quente veio o almoço com caldo verde e carne de porco no espeto e o convívio com os amigos de equipa.  Ah! é verdade depois do almoço seguiu-se a entrega dos prémios (e consciente de que havia quem tivesse melhor perna para o ganhar) fui eu que cheguei em 2º lugar na classe feminina e lá fui receber o troféu. 


I Trail Grupo Desportivo de Pontével "Anselmo Rocha" (Trail do "Nelinho")
Classificação: 25º no geral
Tempo: 02:18:51
Dist: 21km

(Em pouco tempo já é o meu segundo prémio num trail... o primeiro pode ser mesmo o melhor, pois com ele posso ganhar todos os dias...)


sábado, 5 de abril de 2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014




hoje o dia voltou cinzento, chuvoso, ventoso e frioroso, está que não se aguenta... ou melhor, eu ainda aguento a olhar impávida e serena... talvez porque (no sentido figurado), há um sol que brilha cá dentro...


quinta-feira, 3 de abril de 2014




questo è il momento di pausa per sorseggiare il mio cappuccino intantaneo (mi piace di più dell'altro de macchina ma...) 

ti voglio bene e questo è ciò che conta adesso...
se tivesse comido um croissant talvez me desse para escrever em francês... mas não... 


quarta-feira, 2 de abril de 2014




não será aquele momento em que saí de casa para correr com uns amigos :) e a meio me deram umas dores (já familiares) nunca fáceis de explicar que me fazem abrandar até desaparecerem e depois retomar... mas quando estou acompanhada atrapalha-me sempre as justificações e ver os outros a esperar por mim...   e durante o dia também não houve nenhum momento tcharam. olho agora em volta e sinto-me segura e confortável, não tenho os dias que sonho (ainda!!), mas faço por aproveitá-los da melhor forma, posso dedicar-me a atingir uma meta em particular, há mais mas as outras dependem de mais factores do que apenas de mim. acredito que estão coisas a mudar, para melhor, a fazer-me reflectir e questionar, aceitar que a minha resposta pode já não ser mesma, mudar coisas do lugar enquanto outras vão sendo tranquilamente arquivadas... o melhor do meu dia será sempre o momento em que descubro o melhor de mim perante a vida.


terça-feira, 1 de abril de 2014





esta é unica maneira de ter um chinho com pinta cá em casa sem me preocupar com limpezas e com a liberdade que ele não teria
mas que dá vontade lá isso dá...

chá de alecrim com limão


segunda-feira, 31 de março de 2014



diz o ditado "em Abril águas mil"

...para quê contrariá...
...não há porquê chorá, o que a água podje vir abencoá...


:) Boa semana!


sábado, 29 de março de 2014





...ela chega, quase nunca de rompante, mas sim aos bocadinhos, vem... vai... volta e aos poucos conquistamo-la, é uma conquista que pode levar uma vida inteira pois nunca sabemos o que vem para "a" levar, contudo, com o tempo podemos ir sempre cimentando mais um pouco a confiança dessa eterna reconquista... a da paz interior...


quinta-feira, 27 de março de 2014



e quando estamos longe do estendal cheio de roupa-quase-seca e começa a chover (contra todas as expectativas)...
o que há a dizer?!... viva lá vida louca!! e sorrir...


terça-feira, 25 de março de 2014



dia friorento (e ventoso), esta é para ti...

era isto, uma lareira a crepitar, um recosto fofinho (*_*) e um livro do Mark Twain...


sábado, 22 de março de 2014



sábado de manhã...

... passou a voar...

um padrão para a meia-estação (do fundo do baú)


quinta-feira, 20 de março de 2014

terça-feira, 18 de março de 2014




Trilhos do Paleozóico (16.03.2014)
23km (+ uns qtos metros)
4h07min
418ª de 672 atletas 
37ª de 98 mulheres (no escalão)


O desafio de ir ao trail dos Trilhos do Paleozoico veio do R.. Hesitei, por isto, por aquilo, por aquel`outro… Depois tentei a inscrição, correu bem e já não dava para olhar para trás.
Com a decisão e a inscrição feita ficou aquela ideia romântica de que ia para me divertir, saltando montanha adiante, de rocha em rocha como se de nenúfares se tratassem… Umas horas depois daquele delírio dá-se o “volt-fast” e repensei: “Para saltitar com tamanha leveza talvez fosse melhor preparar o corpitcho. Empreendi num regime de treino e alimentar para dar corpo à causa. Para tal comecei com a selecção musical escolhendo muito top 10 das disco para me acompanhar nos treinos pois precisava de razões para levantar os pés do chão para além do normal, contrariar as condições climatéricas cinzentonhas, vicissitudes do estado do espirito e outras obrigações. Fazer de algum recuo, uma rampa de lançamento e projectar-me com os meus objetivos, tudo ao molho e fé em Deus e esperar que a memória que Ele me deu não deixasse que ficasse nada para trás (isto durante 14 dias). Corrida e bicicleta ajudaram a somar quilómetros às pernas (dizem os entendidos que faz bem), com direito a um treino de séries e tudo (haja coragem para fazer aquilo). Entretanto começou-se a instalar um nervoso miudinho, lia que era classificado como um trail muito difícil, ouvia que era um dos mais dificeis do circuito, via fotografias das serras (Santa Justa e Pias), via o gráfico de altimetria (pela primeira vez olhei com olhos de interpretar um gráfico destes), vi o desnível (1250m), passaram de 21 para 23km… enfim só coisas para deixar uma pessoa a perguntar-se “mas onde é que eu me fui meter?!”
Para Valongo segui à boleia com outras duas raparigas a R. e a P.… já lá vai o tempo em que as mulheres aproveitavam o fim-de-semana para limpar o pó dos móveis (é por estas e por outras que a moda os móveis claros ou brancos deve ter proliferado!). Elas são as “pró” deste dia… e todo o caminho (ida e volta) houve boa disposição. Chegando lá ficámos em alojamentos diferentes, sendo que eu pernoitei no Romano Hostel, onde me arranjaram um quarto só para mim com wc, tudo muito catita. Aconselho vivamente é um espaço muito bonito e muito bem localizado, estava a poucos metros da praça centenária de Valongo onde foi a partida/chegada e toda a festa associada ao evento. Tratamos logo de levantar os nossos dorsais, que para além da t-shirt oferecia uma garrafinha de vinho verde… (tentador para um apreciadora de verde com eu!!) Assim que entrei nessa praça reparei logo que era inclinada… e pensei “mau, mau maria que começa logo aqui a subir!!” entretanto apercebemo-nos que não davam alfinetes de dama para prender os dorsais e uma vez que nenhuma de nós estava prevenida (parece coisa de maçaricas!!), vai daí rumamos a uma grande superfície para os comprar.
Na manhã seguinte, madruguei para o ritual que é vestir e apetrecharmo-nos de toda aquela artilharia que se quer leve. Antes da partida, com a ansiedade da espera, estava a ficar mal disposta inclusive com vontade vomitar… Depois do sinal encaminhamo-nos logo a boa velocidade para longe da civilização rumo aos trilhos que contam pré-histórias. É assim que começa a primeira grande subida e cheguei ao primeiro pico à beira de um chelique. Pouco depois, o sorriso que esbocei por ver que era a descer passou-me, pois descobri que o meu cérebro bloqueia com medo de algumas descidas tornando-me pouco desenvolta na arte. Entre as infinitas subidas e descidas houve poucos planos horizontais mas sempre que os apanhei aproveitei para correr. Muitas vezes nas subidas virei as costas à terra e a pedra para apreciar a paisagem. Houve momentos em que depois de levantar os olhos dei por mim a rir com direito a manifesto som. Houve trilhos muito diferentes durante todo o trajecto, nada se repetiu. Linhas de água a percorrer e ir refrescando os pés, lama, escalar rochas com a ajuda das mãos, passagens junto ao rio que corria com uma força imensa denunciada pelo som das águas a passarem por pequenas quedas de água, a piscina da pedreira de um azul hipnótico (isto ao alcance dos olhos de um corpo cansado e cheio de calor, pois o sol levantou-se cedo e quente, eram visões de me tentar a ficar por ali) e muitas outras paisagens com as características geológicas e de flora diversas. Mais uma fez e lamentavelmente sem registo fotográfico, fica somente a memória das paisagens que jamais pensei que um dia iria atravessar. Aliás, aquilo que nos move ali faz-nos atravessar o impensável. Em condições normais acharia que só um maluco é que se atreveria a passar por aqueles montes… e oh p’ra mim… grande maluca!!. Por volta do quilometro 12 mandei a bela da queda, onde diz a lenda que nascerá uma bela figueira… bela e grande digo eu!. Foi uma coisa mesmo à bruta em chão duro e com pedras, fiquei deitada uns segundos sem me mexer com medo do estrago que tinha feito, depois voltei-me e uns moços ajudaram-me a levantar e a perceber se estava tudo bem. Aparentemente sim, apesar de ter um buraco nas calças na zona do joelho que me deixava ver uma mancha vermelha de sangue e a acreditar que dali podiam sair “as minhas tripas” mas resolvi não fazer fitas nem dar uma de mariquinhas, e vendo que a perna mexia sem dor continuei. Pouco metros à frente foi o primeiro abastecimento de sólidos, onde me detive em frente ao tabuleiro das laranjas, entremeando com o da marmelada, até que R. foi lá envergonhar-me dizendo que eu estava a comer mais naquele momento do que do que em uma semana de férias em Istambul e lá segui caminho. Pois convém registar que, o rapaz que me desafiou a participar neste trail, fez uma entorse uma semana antes e não tendo recuperado a tempo resolveu ir de bicicleta por estrada até alguns pontos dar uma força aos amigos, onde me encontrei incluída… foi giro receber assim uma motivação personalizada no meio daquela aventura onde estava on my own. Um quilómetro depois desse abastecimento, começo a sentir um ardor no cotovelo, não liguei pensei que talvez tivesse roçado nalgum arbusto que provocasse aquela reação mas como a sensação persistiu lá olhei e dei-me conta do estrago em mazelas e arranhões motivado pela anterior queda! Continuei no sobe e desce, qual mulher aranha dos tempos modernos ou mulher das cavernas que me está na ascendência… uga uga. Desde o início que se fazia sentir calor e salvou-me o camelbak que me emprestaram. Sempre que iniciava uma subida e por vezes durante a mesma, ia molhando a boca na mistura de bebida isotónica para me dar algum alento e resultou, inclusive, sem ter grande noção consegui dosear muito bem essa ingestão e cheguei ao fim ainda com um resto de líquido, mas foi sem dúvida algo que garantiu o meu ânimo ao longo de todo o percurso, pois nunca sofri com sede. Além disso também fiquei satisfeita com o facto de nunca ter sentido caibras e para isso devo ter contribuído quer com o treino, quer com alguns cuidados na alimentação nos dias que se antecederam, digo eu, que não percebo nada disto! A ultima grande subida, foi bastante dura e para mim tinha mais a classificação de escalada, ali como noutros sítios o melhor era nem olhar para cima nem para baixo para o cérebro não bloquear de medo. Na última grande descida, tentei ir sempre a correr ou a saltitar, até parecia que tinha levado umas pilhas novas. Ainda tive um deslise sobre uma pedra que me valeu um momento lúdico de escorrega, temi pelo cóccix, mas tive uma sorte daquelas que até fico parva de pensar… entretanto já me apetecia ir à água refrescar as pernas e pouco antes do final o sonho tornou-se realidade e esperava por nós uma passagem debaixo de uma ponte com direito a água fria na totalidade das pernas. Até à meta pareceu uma eternidade a partir do momento que reentramos na civilização. Na entrada da praça centenária foi simpático ter pessoas ainda a incentivarem-nos para mais aqueles metros até à desejada meta (e aos tabuleiros de laranja e marmelada). Adorei tudo e diverti-me. As dores associadas às escoriações da queda e a dor de um torcicolo, não são agradáveis mas não me tiraram a vontade rir e brincar com a situação e ainda bem.
No final, fez e faz mais sentido o momento em que de manhã, antes de sair para o trail fui ver se tinha o telemóvel bloqueado dentro do camelbak e verifiquei que não, estando aberta uma das antigas mensagens que permanecem guardadas da minha mãe… dizia:

“Está tudo bem”


domingo, 16 de março de 2014



gráfico actualizado da "empenometria"

não, não estou com sarampo... isto representa o empeno de hoje em mais uma aventura "trilhozóica" e aposto que ninguém consegue esta proeza (apenas) com uma queda. 
Estou-do-mais-rico-e-belo...


sábado, 15 de março de 2014



no caminho da vida há montanhas que decidimos trilhar...

lembram-se do cão vagabundo, daquela cena no final em que ele olha a ultima vez para trás e segue... foi isso que eu senti antes de voltar as costas à serra


sábado de manhã...
3,...2,...1 (respirar fundo) 
as emoções estão ao rubro!!

ontem, por momentos a cozinha transformou-se nisto. veeerdee,... o nosso amor é veeeerrrdeeee... (cantava o herman)




domingo, 9 de março de 2014



um dos melhores do meu dia... há mais...


vamos retroceder até sábado à tarde, momento em que a avó Maria me liga a perguntar e passo a citar "era para saber se tens planos para logo à noite, pois queria convidar-te para ir comigo ao jantar do dia da mulher na sociedade organizado pela tia?"
como sabia que ia estar cheio de mulheres que ela conhecia, declinei o convite porque sinceramente é evento para o qual gosto de determinados gestos em particular e festança conjunta não me diz nada... 
Isto para dizer que domingo de manhã tive de esperar pelo meu pequeno almoço predilecto pois a avó Maria não tinha dormido em casa (dormiu a noite em casa da minha tia, anfitriã da festa). Foi linda a gargalhada dela quando ao sair do carro lhe disse "Isso é que foi festa toda à noite que nem dormiu em casa!!"


sábado, 8 de março de 2014



sábado de manhã...

um ramo ainda antes do pequeno-almoço, pelo pai porque é dia da mulher...


quarta-feira, 5 de março de 2014



descobri um momento em que sofro por não puder dar satisfação sobre as minhas decisões a desconhecidos.... no trânsito através dos piscas do carro... 
começo a coleccionar aventuras na autoestrada  (desta vez já noite e em hora de ponta)... nada que o volume mais elevado do rádio e cantar a primeira musica que está a passar não ajude a superar... It´s got to beeeeeee PERFECT... yeah!


terça-feira, 4 de março de 2014




nada como nos "desenrascarmos" com precisão, se der para o torto ao menos sabemos que fizemos o nosso melhor...




keep calm and...

... sente o cheiro dos livros por entre o silêncio...

enquanto não chega aquela parte do "olhe,... desenrasque-se"


domingo, 2 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014



e se hoje está que não se pode andar na rua...
em casa aposta-se em todo um novo look...




sábado de manhã...


1. por um euro cada não consegui voltar-lhes as costas
2. "Existe uma estrada de peregrinação para Kailas através de Almora, mas escolhi um caminho mais comprido e difícil por ser menos frequentado e mais variado. Viajar através das suas tranquilas solidões, tão distantes das tensões dos lugares povoados, será viajar rumo à sanidade e à serenidade, deixando para trás um mundo doido e difícil. É certo que haverá perigos na viagem pelo coração bravio dos Trans-Himalaias, mas eles não me preocupam de momento."
 in "Um eremita nos Himalaias" de Paul Brunton 
(foto: vista da porta do quarto do seu abrigo nas montanhas 1937)

só para animar o dia "cinzentonho" uma melodia... diferente ...a chuva a cair... (com coreografia!!)
e depois esta, só porque sim